História

Parque de Exposições Agropecuárias (1936), situado na Avenida Vasconcelos Costa, no bairro Martins, quando foi realizada a primeira Exposição Agropecuária de Uberlândia

As primeiras exposições agropecuárias de Uberlândia aconteceram, no início da década de 30, como pequenas mostras de gado nos fundos da Santa Casa de Misericórdia, que ficava na Avenida Floriano Peixoto, no centro da cidade. O local não era apropriado para receber grande público, muito menos compatível com o perfil desenvolvimentista de líderes pecuaristas da época. Em poucos anos a Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Uberlândia – ACIAPU - (1933) - hoje ACIUB, fundou o Parque de Exposições Agropecuárias (1936), situado na Avenida Vasconcelos Costa, no bairro Martins, quando foi realizada a primeira Exposição Agropecuária de Uberlândia.

O local, na época afastado da região central, comportou as feiras agropecuárias da cidade com exposições de animais, mostra de produtos e shows, durante 45 anos. Em meados dos anos 60, um grupo de pecuaristas da ACIAPU tomou a iniciativa de criar uma Associação Rural, com o apoio da Associação Comercial e Industrial, desmembrando as duas importantes entidades. Foi, portanto, em 1965, por determinação da Lei Federal 4.214, que a Associação mudou seu nome para Sindicato Rural de Uberlândia.

 

O desenvolvimento da cidade não parou desde então. Logo, com a urbanização, o parque situado no bairro Martins foi rodeado por imóveis residenciais. O ambiente se tornou pequeno e impróprio para as atividades desenvolvidas na época. Novamente o progresso forçou a entidade a mudar o local do parque de exposições. Foi então que , em 1982, o Sindicato Rural de Uberlândia, na gestão de Walter Alves Carneiro, construiu na região sul da cidade o “Centro de Amostra e Aprendizagem Rural de Uberlândia”, o Camaru nome do atual parque de exposições da cidade. O espaço foi inaugurado em 1982 em uma área remota para a época e longe dos centros urbanos mais populosos. Sua principal finalidade era servir ao produtor rural como espaço para demonstração dos resultados das atividades desenvolvidas no campo.

 

O local se mantém fiel à sua atividade inicial, entretanto, não mais em região remota. O bairro Pampulha se desenvolveu e o parque Camaru atualmente se encontra dentro da cidade cercado por áreas residenciais. Ao longo dos anos, desde que foi fundado, o Sindicato Rural de Uberlândia sempre contou com a dedicação e devotamento de seus diretores, para se tornar uma entidade forte, atuante e representativa. As exposições agropecuárias da cidade congregam criadores, produtores rurais dos mais diversos segmentos, gerando trabalho, riquezas e renda para as famílias.

A feira agropecuária conhecida nacionalmente como Camaru é o maior evento do segmento na região e acontece todos os anos nos meses de agosto e setembro em comemoração ao aniversário do município. O Sindicato Rural de Uberlândia, único realizador do evento, em parceria com produtores artísticos, promove a feira que normalmente têm entre 10 e 12 dias para proporcionar bons negócios para produtores rurais e lazer para as famílias. O número de visitantes que passam pelo parque ao longo deste período ultrapassa os 400 mil, sendo que mais da metade entra no evento sem pagamento de ingresso, pois além dos feriados de 31 de agosto e 7 de setembro, quando os portões do parque são abertos para a população ter acesso gratuito, mais 4 dias de feira são realizados sem a cobrança de ingresso. Nesses dias, os visitantes têm acesso a conteúdo cultural, podem conhecer melhor as atividades agropecuárias da região, como a criação de bovinos e equinos, participam de iniciativas como o Torneio Leiteiro, que gera grandes campeões mundiais agregando valor nos plantéis de expositores. Além disso, cursos gastronômicos, como mais recentemente o concurso do Queijo Minas Artesanal, realizado em 2015, quando os vencedores puderam incrementar o valor do seu produto final em cerca de 50% após conquistar em título dentro da feira.

O Camaru é um evento de lazer e entretenimento, mas também de negócios. Cerca de 80 empresas expositoras, além de criadores de animais geram cerca de 1500 empregos diretos. São pessoas que trabalham durante a feira, seja no ramo de alimentação, manejo com animais, serviços gerais, shows entre outros. O evento ainda gera aproximadamente mais 4 mil empregos indiretos no setor de logística, hotelaria, alimentação, comunicação, segurança e moda.