Plano Safra 2017/2018 terá R$ 190 bilhões para financiamento de operações agrícolas

Mesmo apresentando vantagens e redução em um ponto percentual na taxa de juros, plano poderia ter sido mais ousado segundo entidades que representam a categoria

O Governo Federal anunciou que destinará aproximadamente R$ 190 bilhões para financiamento das operações para produção da safra 2017/2018. O volume anunciado é inferior ao proposto pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e apenas 2,45% maior que o volume do plano anterior. Só o custo médio da produção subiu 13,5% de 2016 para 2017. Em nota, a Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg), considerou que, mesmo compreendendo as dificuldades do momento e observando algumas vantagens e retomadas, o plano poderia ter sido mais ousado, o que implicaria melhores resultados na produção e, consequentemente, maior escalada e retomada do aquecimento da economia.

Pelo Banco do Brasil serão disponibilizados R$ 103 bilhões, dos quais R$ 91,5 bi serão em crédito rural aos produtores e cooperativas; sendo R$ 72,1 bi para custeio e comercialização e R$ 19, 4 bi para investimentos. Já o volume de R$ 11,5 bilhões será destinado para as empresas da cadeia do agronegócio. O restante do bolo, cerca de R$ 87 bilhões, será colocado no mercado por outros bancos e cooperativas de crédito. Os recursos já podem ser acessados.

Durante evento de lançamento do Plano Safra no Sindicato Rural de Uberlândia, o superintendente regional do Banco do Brasil no Triângulo Mineiro, José Carlos Vasconcelos, apontou as novidades e as cifras da região. Minas Gerais terá R$ 11 bilhões do total disponibilizado pelo plano, dos quais R$ 4 bi serão para a região do Triângulo Mineiro. “Essa participação de quase 50 por cento nos recursos vindos para Minas demonstra o potencial de nossa cidade e região no cenário estadual”, disse Vasconcelos.

O superintendente destacou que a disponibilização de recursos próximo ao que esteve disponível em 2016 já pode ser considerada um vitória. “Outra boa notícia é que a redução da CELIC trouxe as taxas para um patamar menor em um ponto percentual na média, chegando até dois pontos para as operações de investimento em tecnologia”, disse.

Para Thiago Fonseca, presidente do Sindicato Rural, o momento é muito aguardado pelo produtor pois é quando o Banco solta a política agrícola da próxima safra. “Foi muito positivo, pois a partir deste momento os produtores podem ir às agências já conhecendo a regulamentação de como buscar os recursos e qual será a taxa que prevalecerá nessa safra”, afirmou. Diante da expectativa que o setor tinha de que os números fossem melhores, Fonseca acredita que poderia alavancar mais negócios na medida em que o banco soltasse mais recursos com uma taxa de juros um pouco menor. “As pessoas se encorajariam e investiriam mais. O produtor rural não guarda dinheiro, ele reinveste e aplica no seu próprio negócio. Com as taxas apresentadas hoje pode ser que o produtor aguarde mais um ano para trocar maquinário.”, concluiu.

Vasconcelos ressaltou ainda no evento a criação da linha Investagro que a partir de agora possibilita financiamento de máquinas da linha amarela como retroescavadeiras e pás carregadeiras, além de veículos utilitários de cabine dupla e veículos de carga que são demandados pelo setor e anteriormente não podiam ser financiados via rural.

 

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