Mutirão do Cadastro Ambiental Rural

Iniciativa é do Instituto Estadual de Florestas com apoio do Sindicato Rural de Uberlândia

O Instituto Estadual de Florestas (IEF) realizará um mutirão do Cadastro Ambiental Rural (CAR) em Uberlândia, entre os dias 29 de junho e 03 de julho. O atendimento acontecerá no Sindicato Rural de Uberlândia, das 8h30 às 17h30 e é voltado para agricultores familiares com imóveis rurais de até quatro módulos fiscais – o que corresponde, na cidade, a 80 hectares.
Os interessados devem preencher e entregar o formulário Pré-CAR no período de 17 a 25 de junho, no Escritório Regional Triângulo do IEF, que fica na Praça Tubal Vilela, 03, ou na Sede do Parque Estadual do Pau Furado.
O cadastro é gratuito e pode ser realizado somente para o proprietário ou posseiro que seja agricultor familiar. O IEF entrará em contato com os inscritos para agendamento do cadastro. Para mais informações e dúvidas no preenchimento do formulário, ligar para (34) 3088-6466.

Novas pragas ameaçam soja e outras culturas

Lista elaborada pela Embrapa indica 19 insetos que atacam a agricultura global e que podem chegar às lavouras brasileiras

Por Cassiano Ribeiro/ Revista Globo Rural

A agricultura brasileira está vulnerável ao ataque de outras novas e perigosas pragas além da lagarta Helicoverpa armigera, que devastou parte dos campos do país há dois anos, deixando um prejuízo de mais de R$ 2 bilhões aos produtores rurais. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lista pelo menos 19 ameaças reais somente à soja. Veja a lista abaixo.
Devido à extensão territorial que ocupa, a cultura pode ser ponte para os invasores atacarem plantações de outros produtos, como milho, algodão e feijão. No ano passado, a soja foi cultivada em 31,9 milhões de hectares, 55% da área dedicada aos grãos.
A chegada dos novos insetos está relacionada, na maioria das vezes, à atividade humana. O comércio demercadorias e o fluxo de pessoas entre países elevam as chances de disseminação das pragas. “Existem vários casos de entrada de uma espécie, que se estabelece em plantas espontâneas e, ao longo do tempo, ela se adapta às condições locais e evolui. O bicudo-do-algodoeiro, por exemplo, foi detectado pela primeira vez no Brasil emCampinas, em plantas nos arredores do aeroporto. Mais tarde, a praga inviabilizou a cultura do algodão em algumas regiões do país”, lembra o entomologista da Embrapa-Soja, Samuel Roggia.
Nova mosca
Uma praga que entrou recentemente em território nacional e hoje ameaça com uma nova raça é a mosca branca. O inseto, que suga a seiva e enfraquece ou até mata a planta, foi identificado pela primeira vez nos anos 1990. De lá para cá, vem se adaptando eatacando com maior intensidade diversas culturas como o feijão e a soja.
Agora, ainda há um novo biótipo da mosca, da raça Q. Segundo a entomologista da Embrapa e especialista na praga, Eliane Dias Quintela, essa espécie entrou pelo Rio Grande do Sul em 2012 e é mais forte. “O perigo é que ela pode transmitir doenças que ainda não temos aqui e contaminar outras culturas, como o tomate. A praga também é resistente aos neocoinóides [inseticida] e aos reguladores de crescimento”, ressalta ela. Essa resistência desafia a pesquisa.
Prevenção
A melhor maneira de lidar com a mosca branca é a prevenção, fazendo o manejo adequado de culturas e pragas. “É preciso eliminar as plantas hospedeiras [são mais de 600 espécies], como todas as ervas daninhas presentes atualmente no campo. A maioria é hospedeira dos vírus. Também é preciso evitar o plantio escalonado, cumprir o vazio sanitário para cada cultura e região e incluir controle biológico, usando inseticidas seletivos”, sugere a entomologista.
As mudanças climáticas, mais especificamente no padrão dos ventos e das temperaturas, também colaboram com a infestação e evolução das pragas. O clima tropical do Brasil é um prato cheio, pois “não cabem exceções. Temos clima para todos os tipos de pragas”, ressalta Roggia. “A gente planta praticamente o ano inteiro, temos culturas que o plantio inicia em outubro, depois vem safrinha, depois os plantios irrigados e tudo plantas hospedeiras para pragas como a mosca branca”, acrescenta Eliane.